O carro vermelho

Ele gemeu contra a minha boca, olhos a fecharem-se gradualmente com cada movimento da minha anca contra a dele. A voz dele era tão profunda, tão rouca, que deixava a minha vagina a latejar com meia dúzia de silabas. “Devias usar saias mais vezes” ele sussurrou ao meu ouvido, provocando a fuga de um gemido baixinho por entre os meus lábios.

Eu revirei os olhos ao comentário, ajustando-me melhor no colo dele para tentar manter o equilíbrio em cima das pernas dele. Sentada em cima dele, no banco da frente do carro obnoxiamente vermelho de que ele tanto gostava, não era de todo como tinha imaginado que a minha noite ia acabar, mas sendo 100% honesta, também não estava assim tão surpreendida com este desfecho. – “Tu irritas-me tanto, às vezes.” Confessei.

“Só às vezes?” Ele respondeu-me, naquele jeito rapazola que me cortava o raciocínio e antes que pudesse sequer pensar numa boa resposta para lhe dar, ele pressionou os lábios contra os meus num beijo profundo e sensual. Era sempre assim com ele, tão bagunçado, tão apaixonado; cada movimento da língua dele fazia-me derreter. Mas eu nunca lhe disse quanto gostava dos beijos dele, o meu orgulho não me deixava.

Estávamos a divertir-nos assim, mas eu conseguia perceber que ele estava a ficar impaciente. Eu tinha-o feito esperar a noite toda para me ver, e ele não estava para perder muito mais tempo só a esfregar-se em mim como se fossemos dois adolescentes excitados.

Sem mais hesitação, ele puxou as minhas cuecas para o lado e enfiou os dedos dentro de mim. A surpresa levou as minhas costas arquear repentinamente, fazendo com que pressionasse a buzina no volante atrás de mim. Felizmente não estava ninguém na rua, mas só de pensar nisso ainda fico com arrepios. O J achou piada ao acidente. “Não é preciso ficares corada…” Ele disse-me na altura, enfiando as mãos debaixo da minha blusa. Ele não a tirou, ele sabia a ideia de fazer topless num parque de estacionamento atrás do bar onde nos tínhamos encontrado por acaso me deixava ligeiramente desconfortável.

Isso não o inibiu de desapertar o meu soutien e acariciar os meus seios por baixo do polyester do meu top, enquanto a sua outra mão se afastava da minha vulva e se preocupava em abrir a breguilha dos seus jeans pretos e em puxá-los para baixo desajeitadamente. Eu ajudei-o, puxando pelo cós das calças e trazendo a roupa interior da mesma cor atrás. Ele olhava para mim maravilhado enquanto eu levantava a minha saia e o alinhava com o meu centro. Ele abriu a boca para dizer qualquer coisa, provavelmente uma parvoíce qualquer que me ia deixar irritada, mas felizmente assim que pressionei a ponta do pénis dele contra a entrada da minha vagina, cobrindo-a com a minha excitação quente, a única coisa que lhe saiu foi um grunhido de encorajamento. “Vá lá, Mafalda.” Ele gemeu, quando eu cuspi uma gargalhada ao vê-lo tão desesperado. Foi aí que ele agarrou o meu rabo e o puxou para mais perto, para que o seu pénis me penetrasse.

Com o auxílio dele, eu afundei a minha anca até o sentir totalmente dentro de mim, ficando praticamente sentada nas coxas dele quando terminei. Eu gemi pelo nome dele, surpreendida pelo sentimento de preenchimento que ele me dava, mesmo já tendo experienciado isto mais do que uma mão cheia de vezes. Eu comecei devagar, movendo-me para cima, só para descer deliciosamente uma vez e outra vez.

O som de pele com pele preenchia a atmosfera silenciosa do carro, excitando-me ainda mais e fazendo com que me sentisse grata por ele ter baixado na totalidade o volume do rádio para que pudéssemos ‘conversar um bocadinho’, como ele me tinha tentado convencer que vínhamos aqui para fazer. Mas eu não era inocente, eu sabia bem para aquilo que vinha quando ele olhou para mim com aqueles olhos famintos, tão característicos da sua pessoa. – “És a melhor com quem já estive.” Ele respirou-me ao ouvido, fazendo as minhas bochechas corar ainda mais. Esta não era a altura ideal para me deixar afetar pelo palavreado de engatatão dele, eu sabia disso. Mas aquele pequeno elogio (especialmente vindo de uma pessoa que passava a maior parte do tempo a dizer tudo para me deixar envergonhada à frente dos nossos amigos em comum) deixou-me aluada, mas eu não conseguia parar agora que já tinha definido um ritmo acelerado e constante, pulando para cima e para baixo em cima dele numa maneira que nos fazia aos dois gemer de prazer cada vez que rebolava as minhas ancas contra as dele. – “Tu também, J.”

Conto enviado por

B. De Silva M.

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